Uma vinícola estreante foi o grande destaque do Salão Internacional da Alimentação (Sial 2008), realizado em Paris de 19 a 23 de outubro. Das 110 empresas brasileiras presentes, ninguém brilhou tanto quanto a Lidio Carraro Vinícola Boutique, de Bento Gonçalves. Apenas com uma representante, Patrícia Carraro, a empresa familiar fechou negócios nos mesmos valores do que a Miolo Wine Group, uma veterana e experiente vinícola com forte presença internacional.
Tanto a Lidio Carraro como a Miolo comercializaram, cada uma, US$ 120 mil no Sial 2008. "Isso comprova que o projeto do Ibravin de trazer para o mesmo espaço tanto pequenas como grandes vinícolas traz resultados efetivos", observa a gerente de exportação do Ibravin, Andreia Gentilini Milan.
A Lídia Carraro fechou um pedido de U$ 100 mil para a Índia, o quinto maior importador de vinhos do mundo. "Foi uma agradável surpresa. Um dos últimos países que pensávamos em vender nossos vinhos era para a índia", confessa Patricia Carraro. Ela conta que os produtos da vinícola serão distribuídos em restaurantes e também para o consumidor final. Outro pedido recebido pela empresa veio da Eslováquia, no montante de U$ 20 mil, que será destinado a restaurantes e lojas especializadas de vinho.
Vale salientar que só foram vendidos os vinhos da linha top premium da Lidio Carraro, com valorres que vão de US$ 9 a US$ 28 a garrafa. "Os clientes perceberam a relação entre qualidade e preço", diz Patricia Carraro. Ela calcula que, em 12 meses, os 80 contatos realizados com países da Europa, Ásia, América do Sul e América do Norte cheguem a U$ 200 mil em pedidos. "Depois da Sial, a exportação de nossos vinhos deve passar dos 15% atuais para 25%", revela.
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